na cama...

 

Acordei.
Ao inicio quente e confortável nos meus lençois lavados e bem cheirosos que me aconchegaram a noite toda e me consolavam naquele momento.

De repente, bateu-me.

Uma sensaçao de vazio. Falta-me algo. Passei para um estado dormentemente frio e desconfortavel. Um choque ardente consumiu-me o peito enquanto tentava pereceber o que se estava a passar.

Num segundo percebi.

Estou sozinha.

Faltas-me tu. Falta-me o teu corpo, a tua voz, o teu calor. Faltam-me os teus beijos, ao inicio suaves que me transportam para um mundo azul com muito algodao fofinho onde me deito e onde sinto completamente toda a tua alma, onde, ao longo da estadia, e numa fracçao de segundo impossivel de detectar, é transformada num corpo suave, quente, sedutor, que me desperta outros sentidos. Sentidos bem escondidos nas profundezas do meu ser, sentidos esses que nem eu nem eles estamos cientes da sua existencia, mas que ao te sentirem, ficam de tal maneira apurados que explodem tao violentamente como a lava dum jovem vulcao que acabou de entrar em erupçao. E quando isso acontece, ja nao existe so o teu corpo e a tua alma, existem dois corpos. Sinto-te. E sinto-te a sentir-me. E apercebo-me que nao é so a minha alma que ali está, mas tambem o meu corpo. Tornaste o meu espirito tao forte (ou fraco), que naquele momento ele sentiu necessidade de chamar o meu corpo, pois sozinho nao te conseguia aguentar. Nao conseguia aguentar todo o sentimento. Todas as sensaçoes. E, parecendo impossivel, de um momento para o outro, os nossos corpos fundem-se, e trazes ao de cima lava ainda mais profunda e ainda mais quente e que provoca efeitos ainda mais explosivos. E levas-me para todo o lado. Para o ceu, para as profundezas do mar, da terra, para o inferno, para o infinito, tudo ao mesmo tempo. Fazes-me ver e sentir coisas inimaginaveis que eu nao consigo decifrar por ser tudo tao rapido e tao forte ao mesmo tempo. Como um ataque de coraçao. Atacas-me o coraçao. Atacas-me o espirito, a mente, o corpo. Consomes-me tudo. E é tão bom.

E agora estou eu aqui. A sentir-me sozinha. A sentir-me vazia, e fria, e desconfortavel. E desconsumida...

E faltas-me tu. E à tua espera estou, e para sempre ficarei.

Porque sem ti, sinto-me incrivelmente vazia e sem significado...

 

estou: com saudades...
ouço: linda martini
por sony às 11:30 | link do post | pensa comigo | favoritos